quarta-feira, 6 de abril de 2016

Cavalo selado

Para, ali se ia
(Pensou-se demais)
Paralisia

quinta-feira, 31 de março de 2016

À mão livre

Sou bagunça
Sou organização 
Prescinde explicação
Basta excursão
Exploração
de território
É tão provisório 
Esse estado anárquico
interno
Em nada inferno
É paraíso, cheio de nuvens
e arcos-íris
Sempre mudando
Sempre girando
Sigo arrumando
para depois desarrumar
Faço gosto em reinventar

quinta-feira, 17 de março de 2016

Onde nasce um sorriso

É porque a gente
extrai beleza
Invisível realeza
Do que é tão pequeno
mas ocupa tanto espaço
É para isso que a gente levanta
E mesmo que esteja feio
Há um fim e há um meio
De meia em meia
Faz-se uma vida inteira

quarta-feira, 9 de março de 2016

Cyberbalaios

Ou cá ou contra
Dizei uma só palavra
e serei (s)alvo

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Pero sin perder la ternura

Ao longo dos anos
Parlam decanos
Bradam profanos
Atrás do palco, dos panos
Avatares viram humanos
Rechaçam desenganos
São carne, osso e planos
Entre suspiros e abanos
Sempre avante, espartanos

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

De médico e louco

Não tenho cura
Sou doído
e dolorido
Sou colorido
Sou colossal
Abissal
Pois lá no fundo
Lá no escuro
é que sou puro
E eu expurgo
Expulso
o que corta o pulso
Pois sou vida
Sou seiva
Sei lá...
...sei sim
Sem fim

domingo, 6 de dezembro de 2015

Parlamentira

E vejo caos
E vejo maus
Vendendo-se bons
Pois tanto faz o lado
Desde eras priscas
As belas biscas
Figuras ariscas
Nada temem
e tudo fazem
E os que sobram
(Muitos, milhões)
Quando cobram
Pouco levam
Só se enervam
e se consomem
Assim vai o homem

sábado, 5 de dezembro de 2015

Tônus

Fiz do estoicismo
Forte ponte a ligar pontos
Atravessando o abismo
Suor na fronte, pés prontos
A suportar perene sismo

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Sem gaiola

Esses gênios e suas
tantas facetas
Luz pura, solidão escura
Mentes grandes
que não cabem nesse mundo
Mas encaixam no firmamento
Como a vela faz com o vento

sábado, 7 de novembro de 2015

Corrente

O que é a tua história
Se não uma infinita mandala
De estampa transitória

O que o coração te fala
Se a ti, aos teus só acrescenta
Respira fundo e mete bala

Trinta, quarenta, ou aos noventa
Importante é que o resultado
Traga algo que te contenta

Mais do que te foi esperado
Esteja certo: o que te faz inteiro
É ter orgulho do teu traçado