segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Deita, dorme

Ah, meu amor
A vida é assim:
meio ardida
Não mexe na ferida
Deixa sarar
Deixa estar
Os ponteiros correm
As dores morrem
Os fantasmas somem
E você
sobrevive
Sempre livre

sábado, 17 de outubro de 2015

Orientação

Marcos plotados
Desenham trajetórias
em mapas lotados
De tantas histórias 
São rumos colocados
em cartas promissórias
De prumos deslocados

sábado, 10 de outubro de 2015

Palheta

Não me leve a mal
Admiro muito a natureza
Mas é na selva de pedra
Que me bate a certeza:
a vida é coisa frágil
Sobrevive de beleza
Logram bem todas as cores
Tirar do cinza sua realeza

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Sem parar

Mazela da mente fértil:
Quanto mais se aduba o terreno
Mais minhocas aparecem

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Rascunhos

Tanto tempo
Tento tanto
Até quedar tonto
Findo o pranto
Ainda não pronto
Então prendo
Lá dentro

terça-feira, 28 de julho de 2015

Sensato

Tenho sentido
O tanto que sinto
tem sentido

terça-feira, 21 de julho de 2015

Ponto e vírgula

Diluídos os verbos
Acabamos sujeitos
aos predicados

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Ilimitados

Diverte
quando diverge
O mesmo
é marasmo
Por que iguais?
Tais quais, não mais!
Sejamos muitos
Todos únicos

sábado, 27 de dezembro de 2014

Réveillon

...de "réveiller": despertar
Alvorecer do calendário
Novo ano
e você mesmo
Em versão atualizada

domingo, 7 de dezembro de 2014

Arrepia

Epifania
Tão fugidia
Ave arredia
Que pouco pia
E muito expia